ALEKSANDR
SUVOROV
(1730-1800)

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Alexandr Solzhenitsyn

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Madre Teresa

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Martin Luther King

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Thomas More

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Corazon Aquino

“Amo os meus soldados mais do que a mim próprio”

O General do Exército Imperial Russo do século XVIII, Alexandr Suvorov, é um exemplo brilhante de liderança militar virtuosa. Suvorov é dos poucos generais da história que nunca perdeu uma batalha; permaneceu indefectível em 60 batalhas, mesmo quando estava em desvantagem numérica.

Suvorov praticou as virtudes específicas dos líderes: a magnanimidade e a humildade. Despertou nos seus soldados o sentido do dever e da consciência nacional: a isso chama-se magnanimidade. E tratou os seus soldados melhor do que qualquer general do seu tempo: a isso chama-se humildade. Suvorov cuidou de forma excelente da linha de abastecimento e das condições de vida dos soldados, reduzindo drasticamente a incidência de doenças. Comunicava às tropas as suas ideias de forma clara e compreensível. Era muito admirado entre os seus homens.

Suvorov não atuava com base em ideias pré-concebidas. As suas palavras – “Alcançar a vitória com base no conhecimento prático e não só em números”, foram revolucionárias. O seu ousado desinteresse pelas teorias militares comuns era impressionante. A sua forma de ganhar as batalhas era absolutamente inovadora: baseava-se na rapidez de atuação e na mobilidade. “Surpreender o inimigo é derrotá-lo”, dizia… “visão estratégica, decisões e ataques rápidos são a base da vitória… rapidez de atuação e impacto são a genuína alma da guerra. Uma boa solução agora é melhor do que uma solução perfeita amanhã.”

Suvorov praticou a virtude da prudência, ou da sabedoria prática. Quando era necessário gizar um plano de batalha, recolhia-se em si mesmo e traçava planos estratégicos, precisos e complexos, na base de uma certa incerteza. Era no decorrer das batalhas que tomava as decisões em “flash”, escolhendo rapidamente entre as várias opções que tinha previamente trabalhado. Estava sempre em cima do acontecimento, tomava a iniciativa, e aplicava o seu plano de ação ao inimigo.

A própria carreira de Suvorov facilmente o coloca nos primeiros lugares da história dos chefes militares. A sua maior conquista é talvez a Guerra da Segunda Aliança, uma das Guerras da Revolução Francesa. Liderando as forças Austro-Húngaras conseguiu expulsar os Franceses do norte de Itália.

O prodígio da sua retirada estratégica através dos Alpes, enquanto lutava contra os Franceses, custou-lhe um terço do seu exército, mas granjeou-lhe a admiração de toda a Europa e o supremo título de Generalíssimo.

Na Guerra Franco-Russa de 1812, os discípulos de Suvorov usaram a sua estratégia militar para a destruição do maior poder do inimigo. Como resultado, Napoleão foi forçado a retirar com menos de uma centena do seu exército original.

Suvorov praticava a temperança e o autodomínio. Foi um exemplo acabado de desprendimento das coisas materiais. Atuava com grande simplicidade e durante as campanhas vivia como qualquer soldado, dormia na palha, contentava-se com uma remuneração modesta, e recusava-se a fugir do frio. Mesmo longe dos campos de batalha, evitava o conforto, preferindo o tipo de vida sóbria dos acampamentos.

Suvorov praticava a virtude da justiça. Protestava contra as crueldades sem sentido que eram infligidas às populações dos países conquistados, contra a Prussificação do exército Russo, e contra a exploração social, económica e política das massas Russas. “Fiz correr rios de sangue”, dizia, “e isso horroriza-me, mas amo o meu próximo. Nunca levei a desgraça a ninguém. Nunca assinei uma sentença de morte. Nunca fiz mal a uma mosca.”

Um dos homens mais cultos da época, Suvorov foi referido por vários dos seus contemporâneos como uma das pessoas mais extraordinárias do seu século.

Suvorov é um poderoso modelo de liderança virtuosa no campo militar. Numa carta a Suvorov,  Lord Nelson escreveu-lhe: “Estou a ser inundado de honras, mas hoje fui considerado digno da maior de todas: disseram-me que me parecia consigo. Estou orgulhoso, pois mesmo tendo eu tão poucos créditos, assemelharam-me a um homem tão grande.”